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19 de mai de 2015

Li Edelkoort e por que voce deveria conhece-la



Um post com a mesma temática do anterior: fast fashion e suas consequências. Algo que jamais pode se tornar repetitivo, mas sim sempre informativo!

Eu já conhecia o trabalho da Li Edelkoort através das aulas da pós que estou quase terminando na FGV e também de algumas matérias com ela que saíram no final do ano passado. Mas como sempre é bom compartilhar conteúdo em português, para que chegue ao maior número de profissionais daqui e que possa de alguma forma contribuir para abrir mais ainda nossos olhos.

No caso, hoje li a seguinte matéria : O Fast Fashion está obsoleto.

Para quem não a conhece, Lidewij Edelkoort é um importante nome para moda no que se diz respeito a pesquisa de tendências e comportamento. Ela tem um bureau , a Trend Union, situado em Paris. Ela já vem batendo nessa tecla do desgaste da Fast Fashion há um bom tempo, um método que já esta presente lá fora por mais de duas décadas, mas que aportou por aqui com força e criando um certo tipo de desejo quando a Zara abriu sua primeira loja no Brasil e com as especulações da vinda de outras marcas, algumas que deram certo, como a Forever 21 e outras que já fecharam as portas, como o caso da Top Shop.



Como é algo "novo" no nosso mercado, é ainda um pouco difícil assimilar que algo do gênero possa estar acabando, mas os pontos que a especialista pontua já são perceptíveis para quem trabalha nessa área e foram traduzidos pela matéria do Stylourbano, que pontuo a seguir:

- As faculdades de Moda doutrinam o profissional para ser uma "estrela": Posso falar da experiência que tive, passando por três faculdades de moda (uma brevemente, outra fiquei por um ano e a terceira que me formei) e a máxima de que em duas delas o foco era a formação de um profissional para lançar sua coleção num desfile e a elaboração de toda essa atmosfera. Procurei educação formal fora da faculdade para me especializar em outros pontos que julguei mais realistas para o mercado de trabalho e fugir dessa máxima de que o profissional de moda é só aquele que produz roupas para serem desfiladas e ponto.  O mercado é muito mais extenso e infelizmente essa informação não é passada para os aspirantes ou estudantes de moda no Brasil.

- As faculdades deixam de ensinar criação têxtil e conceitos básicos sobre tecidos: Vi pouco sobre tecidos, uma matéria ou duas ao longo do curso de três anos e meio, mas ao menos algo foi ensinado. Por isso é importante trabalhar mesmo enquanto estudante para ganhar experiência nessa área, que é fundamental para qualquer estudante ou profissional de moda. Imagina criar uma roupa mas não conhecer seu caimento e como os materiais vão se comportar!!! Edelkoort pontua que esses ensinamentos estão sendo deixados de lado e gerando profissionais pouco qualificados e um mercado menos exigente, o que reflete diretamente na qualidade do produto final.

-  Exploração de mão de obra barata em países que não tem leis trabalhistas: isso é óbvio e ficou bem pontuado no outro post.

- Mensagem que as roupas baratas passam: uma mensagem de ser um produto descartável e pensado para durar pouco. No Reino Unido são descartadas por ano dois milhões de toneladas de roupas... Jum Nakao já nos mostrou essa perecibilidade em seu desfile manifesto "A Costura do Invisível" anos atrás:



- Falta de conhecimento nos novos "embaixadores da moda" : Todo mundo já sabe da profissão blogueira e da influência delas. Elas tem um séquito de seguidoras, movimentam valores enormes mas infelizmente poucas delas tem embasamento para falar de Moda realmente, assim com "m" maiúsculo. A longo prazo, profissionais sem essa base acabam por reafirmar o setor como "fútil". Saber falar além da cor do batom que se usa e de onde é sua bolsa do look do dia é mais do que fundamental.

É algo para ser discutido... o que será que virá para reinventar a moda?

Até o próximo post!



3 de mai de 2015

De onde vem nossas roupas?

Você sabe a procedência de suas roupas?

O post de hoje é um tanto quanto controverso e foge do habitual que abordo em meus textos. Mas é um assunto que precisa ser discutido e mostrado pontualmente. Já é mais do que sabido a respeito o uso de fábricas na China, Índia, Paquistão, Vietnã e outros países para produção de roupas em larga escala pelas fast fashion a preços abaixo do mercado e também da onda de importação de bens terceirizados no Brasil, ou seja, comprar produtos têxteis já prontos para apenas se colocar uma etiqueta e revender nas lojas.

Digo que é controverso pois ao mesmo é terrível ter noção das condições que esses trabalhadores se encontram, existirem "baratas" como a Forver21 e H&M (que não vem mais para o Brasil e até está tentando contornar críticas a seu modo de produção) significa um novo mercado, uma vez que roupas produzidas integralmente em território nacional acabam com preço final de venda estratosféricos.

Consumir no Brasil em todas as esferas está claramente mais caro. No caso das roupas isso é ainda mais evidente pois é um mercado que exige renovação constante e produtos novos nas prateleiras das grandes magazines semanalmente. E para piorar o cenário, não existe da parte do governo brasileiro um incentivo para ocupação de novos empregos na área ou de facilitação fiscal para as marcas ou fábricas que produzam aqui (somente uma lei no estado do Rio de Janeiro, a chamada "Lei da Moda"). Com isso acabamos por ver tantos casos de trabalhos análogos à escravidão, funcionários trabalhando sem carteiras assinadas, vagas ociosas para costureiras, cortadores, pilotistas, infestadores e todos aqueles da base de produção, por terem pisos salariais baixíssimos.

Vejamos agora essa iniciativa da Fashion Revolution:


E também esse vídeo do programa do John Oliver:



Mesmo que o fator "preço" ainda seja decisivo para a efetivação de uma compra no Brasil, a reflexão da proveniência de qualquer produto pode obviamente afetar nossas decisões. Vale mesmo comprar uma roupa barata se o custo social dela é altíssimo?

Aqui, como iniciativa, existe o aplicativo Moda Livre que monitora, através de reportagens e denúncias do Ministério Público as marcas e fábricas com trabalho legal ou ilegal. É uma boa alternativa para a hora de compra e conta com 45 marcas e feedbacks.

Outro meio de fazer nossa parte é buscarmos informações sobre as lojas que consumimos e também exigir comprovações de que estão dentro da legalidade. Além disso, podemos passar a consumir de marcas independentes e alternativas, muito mais abertas a esse tipo de "fiscalização" do que as grandes e já fortes no mercado. 

Procure pequenos produtores, feiras de moda, lojas colaborativas e lojinhas online que tenham produção nacional e movimentem esse mercado. A internet é uma ferramenta poderosa, troque informações. Desconfie de produtos com o preço abaixo do mercado e imagine sempre o quanto custou para quem produziu aquela blusa que nas lojas é vendida a R$ 10. Óbvio que monitorar tudo é quase impossível, mas com pequenas mudanças comportamentais a longo prazo o sistema de consumo será outro.

Não podemos fechar os olhos ou nos fundamentar em argumentos absurdos como "mas no país x ou y a lei permite isso, é melhor do que ficarem milhões desempregados", "eles gostam de trabalhar muito é da cultura deles" (gente, escuto e leio isso DEMAIS, que embrulho me dá no estômago :/), afinal existem marcas e fábricas nesses mesmos países produzindo conforme o preço de mercado e adequados à normas internacionais de qualidade.

Até o próximo post!

24 de abr de 2015

Rinrin Doll - Entrevista

Oi, pessoal, tudo bem?

Eu sei que tem MUITO, mas muito tempo meeeeeeesmo que não escrevo! De tempos em tempos eu sinto falta de dar uma passada por aqui, ou de atualizar a página do facebook . Nunca deixei de usar lolita, apesar de não publicar meus outs ou de ser mais participativa em encontros. É algo que faz parte de mim e que, se eu pudesse, dedicaria 100% do meu tempo (haha!).

Desde quando comecei o Fofismos (o blog fez 4 anos, nossa!!) a quantidade de material e informações sobre o estilo cresceu muito e hoje é bem mais fácil conseguir o que se quer, sejam roupas ou dados.

Mas, como disse, as vezes tenho a necessidade de escrever e também de compartilhar com vocês material que acho principalmente no tumblr e em blogs internacioais. 

Assisti recentemente uma entrevista da modelo Rinrin Doll. Para quem não a conhece, ela era bem famosa na comunidade gringa, principalmente no livejournal (EGL), deu uma sumida (isso em 2008~2009) e depois reapareceu morando no Japão e aparecendo em váaaarias publicações relacionadas. Hoje trabalha como freelancer, modela para a Angelic Pretty e para a revista Kera e é maquiadora.

Nessa entrevista, feita pela americana Girly Hoot, a Rinrin fala sobre suas inspirações, cyberbulling, lolitas fora do Japão e de gostos pessoais. Ela é muito fofa, gente!!!


Na parte que ela fala de Cyberbulling: ela pessoalmente nunca sofreu, mas tem amigos que já passaram por essa situação. Na internet as pessoas podem ser realmente cruéis, afinal, não existe um filtro, semancol, entonação, nada... A mensagem dela é de "stay strong" e...



Isso aí, Rinrin!!! <3 <3 <3

Mesmo ela tendo falado que nunca passou, eis aqui um outro vídeo dela muito emocionado de um projeto japonês de mandar uma mensagem para seu "eu" :



Logo no início ela fala que passou por muitas coisas até chegar aonde está e que foi muito difícil (provavelmente, aqui minha interpretação, da mudança que foi ir morar no Japão e viver em um país com uma cultura e língua completamente diferentes).

Ela é muito positiva e fofa!!! Não aguento <3 

Qualquer um que participa de um hobby diferente que fuja do senso comum, seja ele qual for, já se sentiu colocado de lado ou diminuído de alguma forma. Quando é relacionado a estética, estilo e é para o lado pessoal, ainda mais. É um exercício diário ter que explicar e esperar compreensão das pessoas, mas no fundo, mesmo parecendo piegas, se você esta bem resolvido consigo, tudo fica mais fácil (: Não desista daquilo que gosta por conta dos outros, afinal, a vida é sua!!

Voltando a comentar sobre a entrevista, algumas curiosidades que a Rinrin fala:

- As modelos e staff das lojas da Angelic Pretty não tem prioridade de compras! Eles tem que entrar na fila nos lançamentos e a prioridade da marca são sim os clientes! 

- Ela fala sobre um "estilo" que ainda não tem um nome oficial, mas mistura street fashion em geral com lolita, o "neo-lolita". A meu ver, isso não deixa de ser uma evolução de lolita em si, afinal já há anos as pessoas estão misturando itens de lojas não exclusivamente lolita com peças de marca. Nas palavras da Rinrin, é algo para ser usado no dia a dia, mas que mistura maquiagem e penteados.

- A grande inspiração lolita dela é a Maki, designer da Angelic Pretty. Ela frisa que a Maki é uma pessoa sempre aberta, dedicada ao trabalho e de bom coração <3 fofo haha!

- As diferenças que ela percebe entre lolitas japonesas e as americanas (afinal, essa entrevista foi dada lá e a Girly Hoot pergunta dessa diferença especificamente) são: as lolitas japonesas gostam mais de twinnar e usam outfits com as mesmas estampas ou modelos e não mudam muito o cabelo e/ou maquiagem. Nas lolitas americanas (Ela fala de Pittsburg, local do evento que ela participou) ela percebe mais cores, mais maquiagens elaboradas

No momento, ambos os vídeos estão apenas em inglês ):

Beijinhos e obrigada por ler! 



1 de ago de 2014

Lista : Series sobre Fantasia

Oi!

Aproveitando que hoje é o último capítulo de "Meu Pedacinho de Chão" fiz uma compilação das minhas séries e programas fantásticos favoritos e que aconselho seriamente todos aqueles que amam o lúdico e boas histórias/roteiros assistirem (:

Meu Pedacinho de Chão:


Não pude assistir todos os dias, por conta do horário, mas o que vi me encantou em tantos níveis que fica até difícil resumir! Desde que comecei a estudar e trabalhar com moda assisto o que posso de novelas, pois elas são um ótimo veículo em que se criam ou divulgam tendências, independente de seu enredo ou relevância para a dramaturgia. Uma produção tão minuciosa, teatral e diferente não poderia passar despercebida! O grande diferencial d'O Pedacinho é que não foi só esteticamente um deleite, mas sim contava uma história de forma simplificada mas criando raízes. O núcleo reduzido de atores principais aliado a uma temática lúdica fez com que essa novela virasse rapidamente uma de minhas favoritas (Junto com VAMP e Que Rei Sou Eu). Uma pena que foi de curta duração... espero que pelo menos lancem DVDs ou Blu-Rays com todo o conteúdo, porque mesmo com uma aceitação um tanto quanto baixa (por ser bastante diferente do que o público esta acostumado) foi um marco televisivo.


Para quem não sabe do que se trata, o enredo se passa em uma pequena cidade rural fantasiosa e conta a história da chegada da Professora Juliana (Bruna Linzmeyer) e sua tentativa de educar as crianças locais, batendo de frente com o Coronel Epaminondas (Osmar Prado). Ela acaba por se tornar alvo do amor de Zelão (Irandhir Santos) um peão inicialmente meio "troglodita" e capataz do Coronel. Temas como falta de educação básica, disputas de poder, preocupação ambiental e aventuras variadas permeiam os capítulos.

Pushing Daisies



Antigamente eu não era uma expectadora assídua de séries. Enquanto minhas amigas colocavam Friends num pedestal, os únicos canais que eu assistia da tv a cabo eram Nickelodeon e Cartoon Network (haha e mais um que passava animes, que mudou tantas vezes de nome que nem sei mais). Então demorou para aparecer alguma série que eu tivesse acompanhado do começo ao "fim". 

Pushing Daisies foi ao ar de 2007 a 2009 e teve só duas temporadas, infelizmente terminou sem um desfecho próprio. Em um universo repleto de comédias cotidianas e sitcoms (não levem a mal, não tenho muita coisa contra haha inclusive eu amo Seinfeld!!) essa série veio com uma leveza e cenários tão incríveis e diferentes!!

As roupas lembravam muito a década de 1960, assim como os objetos de cena. Mas ela era atemporal (:


Pushing Daisies conta a história de Ned (Lee Pace), um homem com um poder incrível: de trazer as pessoas de volta a vida apenas com um toque. Mas, mais do que um dom, é também uma maldição: se ele tocar novamente a pessoa que trouxe a vida, ela imediatamente morre (o que ele descobre da pior forma logo no primeiro episódio). Ned é um fazedor de tortas mas que também trabalha para a polícia, por conta de sua peculiar característica. Ele interroga os cadáveres perguntando o nome de seus assassinos e depois os "mata" novamente. Mas tudo vira de cabeça para baixo quando uma das vítimas é seu amor de infância Charlotte "Chuck" Charles (Anna Friel) e ele decide deixa-la aproveitar um pouco mais de sua vida. 

É curtinha, 22 episódios !

Doctor Who



Ok, ok, podem falar que é mais Sci-Fi, mas eu enquadro em Fantasia, com certeza!!! Apesar de não ter assistido tudo ainda, essa série me conquistou de uma forma que não esperava, pois tive várias oportunidades para assisti-la mas sempre deixava de lado. O bom é que existe netflix e lá tem quase todos os episódios dessa nova versão do Doutor (que começa com o Christopher Eccleston sendo o 9º doutor em 2005), faltando só um super importante da 4ª para a 5ª temporada haha, mas isso não é o caso aqui!

Eu adoro tudo que é de época, mais do que assuntos espaciais, mas como Doctor Who é um mix disso tudo vira super válido! Meus episódios preferidos são obviamente os passados na Terra em algum ponto histórico onde o Doutor interage com figuras reais.

O Doutor é um alienígena, mas com uma configuração quase humana (a capacidade de compreensão/dedução dele é muito superior do que a nossa e ele tem dois corações) da raça dos Senhores do Tempo. Ele tem uma nave em forma de cabine antiga da polícia inglesa que o permite viajar no tempo e espaço. Como levamos uma vida tão corrida muitas vezes não percebemos o quanto o Doutor já fez por nós, salvando a Terra e o espaço inúmeras vezes. Ele sempre viaja acompanhado de seus companions, humanos que ele de certa forma se identificou e partilha com eles essas aventuras. Como uma deles coloca muito bem, ele PRECISA dessa companhia, alguém para lembra-lo de ser uma pessoa melhor, menos egoísta. Explicando o porque de que o personagem muda entre temporadas : o Doutor quando esta prestes a morrer tem a capacidade de se regenerar, criando um novo corpo e uma nova imagem. Quando você se apega muito a um ator e sua versão de Doutor, essa experiencia pode ser um tanto quanto traumática e dolorosa (assim como a mudança dos companions). Mas enfim, é uma série com uma base de fans enorme, com muitos trequinhos e merchans haha!

Eu não tinha noção do tamanho dessa série até viajar ano passado para Inglaterra e calhar de estar por lá exatamente na época que anunciaram o novo Doutor (o 12º, que será interpretado pelo Peter Capaldi). Voltamos de um passeio a tarde e estranhamos as ruas estarem vazias e com pouco movimento (isso em Londres). Ligamos a TV e era o momento do anúncio do novo Doutor haha! Sério, o jornal da BBC (que produz a série) ficou repetindo em looping por HORAS o momento da escolha, assim como uma entrevista do Peter Capaldi... é surreal mesmo, parou o país, estilo final de Avenida Brasil rssss!

Once Upon a Time


Vi a primeira temporada também graças ao netflix (viva!!!) e acabei gostando por se tratar de contos de fada. Mas é uma releitura muito bem pensada, colocando novas personalidades a figuras que a gente já conhece de longa data.

A história se passa em uma pequena cidade americana, que foi "aprisionada" no tempo por uma maldição, levando todos os personagens de histórias e contos a assumirem novas personalidades no mundo real. Eles não tem recordação de seu verdadeiro passado e passam a viver "normalmente" sem questionar nada. Isso se quebra com a chegada de Emma Swan (Jennifer Morrison) uma caçadora de foragidos procurada por Henry (Jared Gilmore), um menino que desconfia da situação de sua cidade pois possui um livro de histórias.


A única ressalva que eu tenho dessa série é dela ser "muito americanizada" esteticamente. As pessoas vivem em um mundo real, como o nosso além do da fantasia, e estão sempre perfeitas, acordam com o cabelo feito, a maquiagem impecável e usam jeans tão apertados que mal consegue respirar (pobre Emma hahaha!). Isso me incomoda demais em várias séries americanas, a não ser que a série produza alguma época ou estética (Até como Pushing Daisies e Mad Men). Ser linda e ter pele de pêssego no mundo da fantasia é ok, mas por aqui fica complicado acreditar haha!

E vocês, tem alguma série ou programa de Fantasia para indicar? O que andam assistindo ou já assistiram?

Até o próximo post!

21 de jun de 2014

Got Lolita - Ichigo Mille-feuille OP (AP)

Olá pessoal, tudo bem?

Desde que fui taxada no começo do ano por um LP da Angelic Pretty eu prometi que não faria compras lolita e de fora por um tempo. Não acho injusta a taxação em si, mas sim os preços abusivos, fora de realidade e que não ajudam em nada a promover concorrência local ou o mercado interno. Se o valor que gastamos retornasse para gente tudo bem, mas como esse não é o caso.. :p Outra coisa que me incomoda é a lentidão dos serviços da aduaneira e dos correios... parece até que vivemos no século XVIII e temos que esperar as novidades e coisas chegarem de navio, de carroça, nos caxeiros viajantes...até naquela época deveria demorar menos do que esperamos hoje!!

Encontrei imagens stock de todas as cores...menos do preto que nem o meu...

 Ok, depois desse /ragequit , vai a história dessa peça que comprei: era um dos meus dream dresses há muito tempo, mas sempre que tentava conseguir não dava certo. Já tentei de todas as cores e em vários lugares. Mas para minha alegria, a Closet Child disponibilizou esse OP em preto em Maio, minha 1ª opção. Ele é de 2007, numa época em que a Angelic Pretty estava começando a fazer peças estampadas. Depois de 5 semanas de postado (pedi por SS, pois a Closet Child só envia por EMS, envio que nunca mais peço na vida) o vestido chegou hoje (um sábado!!).


O status do rastreio mudou de "Encaminhado para CTC Curitiba" para "Saiu para Entrega"... talvez o volume de encomendas esteja tão alto que nem estejam mais escrevendo nos pacotes ou anunciando que passou por lá. Todos os pacotes de até 2kgs tem que passar por essa Aduaneira do Paraná. Não tive que pagar imposto por essa peça.

Cartinha da SS <3

Sempre que a gente pede esses vestidos mais antigos ou até mesmo com outros donos do Japão é uma surpresa: ele parece saído da loja. Bem que eu falo e insisto, comprar lolita de segunda mão vale muito, mas muito a pena. Chegou cheiroso, macio e como novo!!

Eeeee bagunça '-' o pacote chegou bem quando estava saindo para trabalhar, mas queria tirar fotos haha!

A print é de morangos com flores, laços e uma renda estampada.



Nessa época as rendas deles eram assim: ou substituídas por tule ou tule com bolinhas (como o caso do Dreaming Macaron). Agora eles já contam com outros tipos de renda, mais "exclusivas" e seguindo os detalhes da print.

O vestido não tem shirring, mas cabe em mim! Antigamente a AP fazia peças com uma modelagem mais interessante do que agora, na minha opinião, e também um pouco maiores. Mas achei o vestido um pouco curto do que os outros que tenho...enfim, não ligo, vou usar mesmo assim!

Conclusão: para um vestido de 7 anos ele esta muito bem, de verdade haha! Não temam em comprar das japonesas ou peças muito antigas!

Beijinhos e até o próximo post!

16 de jun de 2014

Julieta de Serpa - Musical Anos Dourados

Oi!~

A última vez que fomos ao Julieta de Serpa (uma casa cultural/restaurante aqui do Rio de Janeiro) foi em 2012, como o tempo passa rápido, hein? Esse final de semana pudemos ir novamente!

É sempre uma delícia ir, a casa é linda, rende muitas fotos em ambientes bem cuidados e maravilhosos, mais lanche da tarde e um musical. O dessa vez foi "Anos Dourados". Não foi o melhor que a gente já foi, mas bem divertido! (senti falta de mais cantores, só uma dupla cantou, músicas em português e inglês).

Não tirei fotos do lanche, mas algumas do outfit que montei (já estamos em Junho e só usei lolita duas vezes, contando com essa!!). Obrigada Thay que tirou essas fotos <3




Outfit:

JSK & Bonnet: AatP
Cardigã: Le Carrosel
Meias: Innocent World
Luvas: Accessorize
Acessórios : What Alice Found













Não tirei com minha câmera uma foto do grupo todo, mas éramos 17 pessoas! Um recorde para os encontros aqui do Rio (:

Obrigada por ler
Beijinhos e até o próximo post!





9 de jun de 2014

La Farfa e Moda Plus Size no Japão

Oi!

Enquanto algumas publicações estão acabando, outras surgem com força total no Japão! E não é uma revista qualquer, mas uma que surge em um momento importante em que precisamos ver a moda sob diferentes óticas (:

Queria ter comentado antes sobre essa revista, a La Farfa, mas como deixei o blog em hiatus estou só a citando agora!



Ela é uma revista especializada em Moda Plus Size no Japão! Como qualquer outra publicação, ela é patrocinada e apóia lojas dentro desse público alvo.

Sempre que via ou lia algo sobre a moda do Japão algo que vinha a tona era a pequena numeração oferecida por muitas delas. Lembro de uma reportagem sobre a loja do Herchcovitch em Tóquio e o Zeca Camargo não dando em nenhuma roupa, pois lá eram só vendidas numeração zero ou um. Então muito erroneamente a gente imagina um povo todo que veste só P, quando na verdade o Japão é tão plural quanto o Brasil.

A revista é para o público jovem feminino e intitula suas modelos de Marshmallow girls <3

Não somente ela, mas outras lojas já estão fazendo campanhas publicitárias e anúncios online com meninas plus size, como o caso da loja virtual Yumetembo Dream V, que criou a sub-marca Plumprimo:


Isso é muito importante! Para um país que valoriza a magreza das mulheres (gente, todas as revistas de moda tem adds no final com histórias de emagrecimento, pílulas e cremes loucos, meninas que já são magras ficando mais magras ainda! Isso não é nada saudável!!)

Posso até dizer que a modelo Nadia Aboulhos tem participação  nesse levante tão maravilhoso! Ela é uma modelo com muito estilo e que já foi citada várias vezes na Elle e na Vogue americanas e da europa e que com certeza inspira diversas mulheres no mundo todo!

Aqui você pode ver mais sobre uma das modelos da La Farfa, a  Goto Seina (:

Sei que é muito difícil uma marca querer se especializar em plus size, mas espero que surjam outras de variados estilos, principalmente Lolita! (a única que faz tamanhos grandes é a Bodyline).


:* e até o próximo post!