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11 de jun de 2015

Tudo sobre Importacao: Vale a Lei dos USD 100?

Oi, gente, tudo bem?

Eu já queria escrever sobre esse assunto há muito tempo, desde que essa polêmica pipocou e foi quase avassaladora em nossas vidas: afinal, posso ou não posso importar sendo pessoa física um bem de até USD 100 (produto + frete) e não ser taxada? Por que só as encomendas até USD 50 são liberadas?

Primeiramente, deixo claro que NÃO SOU ADVOGADA nem estudante de Direito. Sou uma entusiasta do assunto e acredito que todos devam saber até onde vão nossos direitos e buscar algum tipo de cobrança quando nos sentimos lesados. Então por favor, pessoal do mundo jurídico, se eu escrever alguma coisa errada, termos, colocações, por favor, me ajudem, Luciano, a querer sempre aprender mais hahaha! **love**

Ter hobbies que necessitam de importação me faz pesquisar muito sobre esses trâmites, os dos and don’ts. Então, vem comigo nesse post que vai mudar sua vida importadora (ou não hahaha!)

Primeiro alguns termos:

Tributo – É aquilo que a gente tem que pagar quando o que compramos fica retido pela Receita Federal, nesse caso. 

“O tributo é uma obrigação de pagar, criada por lei, impondo aos indivíduos o dever de entregar parte de suas rendas e patrimônio para a manutenção e desenvolvimento do Estado (...) O tributo deve ser pago em dinheiro (...) que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada.”
               
  Esse tributo é enquadrado como um IMPOSTO:

“Incide sobre a importação de mercadorias estrangeiras e sobre a bagagem de viajante procedente do exterior (...) No caso de mercadorias estrangeiras, a base de cálculo é o valor aduaneiro e a alíquota está indicada na Tarifa Externa Comum (TEC)”
E para que ele existe?

“O imposto é um tributo por excelência, ele existe para abastecer os cofres públicos e manter o funcionamento das competências de cada ente federativo e os compromissos constitucionais.”

Taxa – A taxa é uma PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. Por exemplo, pagamos uma taxa aos correios de R$ 12 pelo armazenamento de nossas compras retidas pela Receita Federal. Mais a frente vou comentar se isso é legal ou não, okay, amiguinhos?

Depois dessas duas explicações básicas, vamos ao que interessa (:

1 – O que eu posso importar que é isento de impostos?

                De acordo com o site da Receita Federal:

  •     Remessas no valor total de até US$ 50.00 (cinquenta dólares americanos) estão isentas dos impostos, desde que sejam transportadas pelo serviço postal, e que o remetente e o destinatário sejam pessoas físicas ;
  •        Medicamentos, desde que transportados pelo serviço postal, e destinados a pessoa física, sendo que no momento da liberação do medicamento, o Ministério da Saúde exige a apresentação da receita médica.
  •     Livros, jornais e periódicos impressos em papel não pagam impostos (art. 150, VI, "d", da Constituição Federal);


Percebam que aqui ele não coloca os tão famosos “gifts” ou produtos que são enviados como presentes. Vejamos o que a Receita fala sobre eles:

                “Quando a remessa contiver presentes, o preço será o declarado, desde que compatível com os preços praticados no mercado em relação a bens similares;”

Então, mesmo que a sua avozinha que mora no extremo norte da Lituânia te envie um casaco de presente de aniversário e o valor dele ultrapasse os USD 50, você será taxado.

Também não se fala em isenção para "bens que não são vendidos no Brasil". Já li muito sobre isso mas nunca encontrei na lei algo que falasse algo parecido.

2 – Existem limites de importação? Qual os valores desses impostos?

A importação de bens via remessa postal (correios e empresas que fazem esses trâmites) tem um limite de USD 3.000 e está dentro do Regime de Tributação Simplificada.

“A tributação é de 60% (sessenta por cento) sobre o valor dos bens constante da fatura comercial, acrescido dos custos de transporte e do seguro relativo ao transporte, se não tiverem sido incluídos no preço da mercadoria.”

Logo se você comprou um vestido que custou 40 dólares, pagou mais 20 de envio e 10 de seguro, o imposto será cobrado no total de 40 + 20 + 10 = 70.

Se sua compra foi de até USD 500, você pode retirá-la nos Correios, se usou o serviço de envio normal e não uma transportadora, pagando o imposto na hora da retirada + os R$ 12 da taxa de armazenamento dos Correios (calma que eu chego lá!).

Quando o valor da remessa postal for superior a USD 500, o destinatário deverá apresentar Declaração Simplificada de Importação (DSI). Isso é feito pelo site dos Correios e pelo Importa Fácil deles. Eles te mandam uma cartinha caso isso aconteça e explicam o passo a passo para você retirar sua mercadoria e pagar os impostos.

Plus: o que não pode ser importado para o Brasil.

Ouro plus mais importante ainda: Não são os Correios que cobram os impostos de importação!!!! Isso é o fisco que faz, os correios apenas recebem os valores e repassam!!! O serviço deles é ruim, mas nos impostos eles não tem parte.

3 – Qual a diferença entre importar utilizando o serviço dos correios e o de uma transportadora?

O sistema da Receita Federal era o de verificação por amostragem nas compras que entram no Brasil para serem entregues pelos Correios. Para simplificar essa explicação, vamos imaginar que de 5 produtos que entrassem no Brasil, um era tributado, devido ao alto volume de encomendas e bens.

Mas isso mudou em Setembro 2014 com a automatização e registro virtual do que entra no Brasil e com novos acordos, principalmente com mercadorias vindas dos Estados Unidos.

Agora, boa parte do que sai do pais de origem é cadastrado em um sistema para que quando chegar aqui, já tenham sido recolhidos os impostos, como o que vem acontecendo com a Amazon e o Ebay: na hora da compra online, já pagamos esses 60% em cima de tudo citado anteriormente. Isso faz com que o desembaraço aconteça muito mais rápido e evite o acúmulo de caixas e mais caixas nos galpões da receita. O que não entra nesse sistema, ainda é fiscalizado manualmente por amostra (por isso que as encomendas demoram muito tempo para serem liberadas e entregues)

Quando utilizamos um serviço como a Fedex e a DHL, entre outros, essas empresas já fazem o desembaraço pelo comprador e declaram tudo a receita federal no momento da compra, pois são empresas de transporte eficientes e que monitoram tudo virtualmente. Então, entregas feitas por esse meio são taxadas sem exceção, salvo os casos isentos citados anteriormente (entrando aqui também a continha de produto + envio + seguro até USD 50).

Serviços que usam a entrega dos correios: EMS, airmail, registered airmail, Royal airmail, e por aí vai. São os serviços postais dos países, e não os prestados por transportadoras.

4 - Como calculam o quanto eu tenho que pagar?

Os valores são calculados com a cotação do DÓLAR do dia em que sua mercadoria for analisada! 

Isso vem discriminado no papel da Receita Federal que serve como uma "nota" do imposto pago. 

Eles não tem como calcular o dia da compra, esse valor de cotação é utilizado pelos cartões de crédito e não pela receita! Então saibam que se você comprar um produto com o dólar a R$ 3,20 e ele chegar no Brasil para ser avaliado um mês depois pode haver essa flutuação cambial (que termo lindo haha!)

E mais, alguns estados cobram além dos 60% o imposto ICMS, que é sobre a circulação de mercadorias. Se informe, pois isso varia de localidades.


5 – Andei lendo por aí que existe uma Lei que diz que podemos importar até USD 100, por que isso não vem sendo aplicado? JUSTIÇA!!!

Na verdade o artigo dessa lei que colocava o valor em USD 100 foi REVOGADO em 1995. Para quem quiser ler, o Decreto-Lei completo, é esse aqui e nele está redigido:

“II - dispor sobre a isenção do imposto de importação dos bens contidos em remessas de valor até cem dólares norte-americanos, ou o equivalente em outras moedas, quando destinados a pessoas físicas.”

Interpretando: cabe à Receita Federal e ao Ministério da Fazenda a autonomia de LIBERAR remessas para pessoas físicas de até USD 100. Ou seja esses órgãos podem ESCOLHER LIBERAR as mercadorias de até USD 100 de acordo com o que eles achem melhor, no entanto não são obrigados. Obrigados eles são a respeitar o teto de USD 50, okay, gente?

6 – Ahnn mas eu vi um cara que conseguiu ganhar na justiça o direito de importar até USD 100, e aí, como que fica?

Esse é o caso do Paranaense Julio Benatti .

Foi uma “decisão judicial isolada e sem efeito vinculante sobre a Administração Tributária” segundo a Receita. Mas se ele conseguiu que um juiz interpretasse a lei de maneira diferente, com uma brecha, outras pessoas também podem conseguir. No vídeo ele ensina como proceder, sem advogado.

Para quem quiser tentar, fica o caso dele de base (quem o fizer, me contem depois para publicar aqui!!)

No entanto, existe SIM um projeto de lei para aumentar esse teto para os tão sonhados USD 100 :  o
PL 6779/2013 do Deputado Luiz Carlos Hauly, do PSDB- PR (Paraná, seu lindo !!). No dia 18 de Maio de 2015 ele foi recebido pela Comissão de Financas e Tributação, anexado à outro projeto, o PL-1245/2015 de mesma natureza. Vamos agora ver se isso vai para a frente ou não (:

7 - E a taxa dos Correios, ela tem base legal?

Essa taxa sim é beeeeem polêmica, podendo se usar de base a instrução normativa  SRF nº 096, de 04 de agosto de 1999:

"Art. 8 o Os bens integrantes de remessa postal internacional no valor aduaneiro de até US$ 500.00 (quinhentos dólares dos Estados Unidos da América) serão entregues ao destinatário pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos - ECT mediante o pagamento do Imposto de Importação lançado pela fiscalização aduaneira na Nota de Tributação Simplificada - NTS instituída pela Instrução Normativa nº 101, de 11 de novembro de 1991, dispensadas quaisquer outras formalidades aduaneiras."

A justificativa dos Correios:

"A cobrança foi instituída pelos Correios devido ao crescimento exponencial das importações (cerca de 400% nos últimos anos) e a consequente elevação dos custos de operação da nacionalização das encomendas."

Até onde a gente sabe, os Correios NÃO PODEM estar acima da Lei e nem inventar a cobrança de uma taxa...

Esse comentário no Reclame Aqui:

"Não é competência da ECT a criação de taxas de serviços, bastando conferir a Constituição Federal (arts. 145-149), o Código Tributário Nacional (arts. 77-80) e Decreto-Lei 509/69 (art. 2) para comprovar. Ou seja, não há embasamento legal para que seja feita tal cobrança."

Gif para essa pessoa:


Mas como por aqui tais abusos precisam ser apurados na Justiça, não adianta reclamar, gritar, xingar, mostrar que viu na internet ou tentar qualquer coisa com o atendente dos Correios, porque convenhamos, eles são só a ponta da empresa, mesmo que a representem.

Por isso, se você pagou essa taxa de R$ 12, pode juntar todas as cobranças e fazer o amigo processinho, e pode usar essa decisão como base.  Se não o fez, pague a taxa, retire seu produto, junte os comprovantes e se organize, já que depois pode vir tudo em DOBRO!! 

~*~

Espero que algumas dúvidas tenham sido resolvidas! O que não foi discutido aqui mas que julguem competentes ao tema, deixem um comentário que irei pesquisar o responder com o maior prazer!

Até o próximo post!



25 de mai de 2015

Cursos e Docentes de Moda no Brasil - Joao Braga

Oi, gente!

Esse post vai seguir uma linha diferente dos outros. Para quem me segue no twitter ou pela página do facebook sabe que eu sou formada em moda e que estou para terminar um curso na Fundação Getúlio Vargas, que teve duração de quase dois anos e foi maravilhoso para networking, conhecimento e para vida!

Nesse curso eu tive a oportunidade de estar com docentes das mais varias áreas, desde advogados até jornalistas e relações públicas, passando por donos de marcas, historiadores e marketeiros. Fazer esse curso me abriu algumas portas e também abriu mais ainda meus olhos no que se diz respeito a trabalhar com estilo e design. 

Desde sempre, pelo menos aqui no Brasil, a informação maior de Moda que nos chega é a de sermos grandes estilistas e que o ápice da nossa vida profissional é desfilarmos nas semanas de moda. Ledo engano. O mercado é tão amplo, mas tão amplo que falar em desfile e só acaba se tornando algo com proporções ridículas. Para terem uma noção, grande parte da minha turma - formada apenas por mulheres - não era de designers, mas sim das mais variadas áreas: dentistas, engenheiras, economistas... O desejo de trabalhar com moda esta difundido e acreditem, ela abraça e abrange muitas formações.

Por muito tempo eu fiquei com o pé atrás de escrever sobre isso, já que aqui é um blog de moda alternativa, mas as informações sobre cursos e pessoas está tão perdida em um mar de "achados" e "dicas de beleza"que aqueles que buscam informação acabam não encontrando, Sei disso porque quando comecei a estudar láaaaa em 2005 pouco se falava sobre moda no geral e a máxima era de que, o estudante de Moda iria aprender a costurar (erm, nem todos hahaha!) e fazer sua coleção.

Nesses 10 anos muito mudou e o mercado cresceu significativamente mas ainda existe um pouco de preconceito e essa ideia de que é um mercado que só aborda a futilidade. Isso precisa mudar para que se produza conteúdo de qualidade e que tenha um respaldo futuro! Eu reclamo (reclamava haha!) demais sobre a falta de títulos nacionais sobre o tema, mas a verdade é que tem muita gente trabalhando com e para esse crescimento mas infelizmente carecem de divulgação e são preteridos na maioria das vezes por postagens sem embasamento.

Por isso, quero compartilhar com vocês algumas dicas e a experiência que tive e espero continuar tendo com esse mundo novo, eeeee (:

A primeira figura é a do historiador João Braga. Quem estudou Moda, principalmente em São Paulo já deve ter escutado ao menos por alto o nome dele ou até mesmo tido aulas com ele, docente de algumas faculdades de moda e cursos. Pude ter contato com ele 3 vezes, duas pela Fundação e uma primeira quando ainda era estudante. As aulas dele são uma delícia, fluem e voam! É uma pessoa que tem um conhecimento enorme e sabe passa-lo sem ser massante. Ele também organiza viagens internacionais e passeios nas Cidades do Rio e São Paulo, explicando sempre moda brasileira.

Um dos livros lançados por ele é a "História da Moda no Brasil - das influências às autorreferencias" que abrange todo o período da República, que de fato foi quando surgiu uma produção de moda por aqui, independente, autoral ou não.


É um livro com conteúdo obviamente muito rico e que foi pesquisado minuciosamente além de organizado pelos autores. Já encomendei o meu e vai ser uma adição maravilhosa à minha coleção!

Durante as aulas, o João deu dicas de lugares para se conhecer que possuem acervo! 

- Museu Histórico Nacional - Rio de Janeiro : O Museu possui um acervo enorme, mas que infelizmente funciona só com visitas agendadas e esporadicamente. Pude fazer essa visita e valeu muito a pena!! O telefone deles é 21-32990365. http://www.museuhistoriconacional.com.br/.

- Museu Casa da Hera - Vassouras/RJ - Vassouras foi uma das cidades do interior do Rio que surgiu e se desenvolveu por conta da cultura do café, durante a era do Império no Brasil. A herdeira da propriedade, e também investidora do Café, Eufrásia Teixeira de Melo tinha uma coleção de roupas de Poiret e Worth! http://www.cultura.rj.gov.br/espaco/museu-casa-da-hera 

- Museu Henriqueta Catharino (Instituto Feminino da Bahia) - Salvador/BA - Nas palavras de João, é a instituição com melhor acervo de roupas no Brasil!! Lá está o Museu do Traje e do Textil. Peças em exposição de Dior, Poiret e Balmain. Imagina isso, gente!!! Nem sabia da existência... quem for a Salvador ou for da Bahia, por favor, VÁ!! http://www.institutofeminino.org.br/museu_do_traje_e_do_textil/index.php?local=museu_do_traje_e_do_textil

Também reza a lenda que até o final deste ano será inaugurado o Museu da Moda Brasileira, que contará em seu acervo com peças da estilista Zuzu Angel. Uns falam em ser na Casa da Marquesa de Santos no Rio de Janeiro, outros que quem esta organizando tudo é a filha da Zuzu... mas muito se fala e pouco aparece, infelizmente! Fica o contato do Facebook https://www.facebook.com/museudamoda (eles postam sobre expos de fora e alguns conteúdos, então vale a pena dar uma curtida!!).

Ademais, tem aparecido uma série de eventos para a valorização da moda no Brasil, como encontros na Alerj para a valorização da cultura de moda e o melhor: PARA A VALORIZAÇÃO DO PROFISSIONAL DE MODA NO BRASIL, que para quem não sabe não é profissão reconhecida , pasmem!!!

Até o próximo post!!!


19 de mai de 2015

Li Edelkoort e por que voce deveria conhece-la



Um post com a mesma temática do anterior: fast fashion e suas consequências. Algo que jamais pode se tornar repetitivo, mas sim sempre informativo!

Eu já conhecia o trabalho da Li Edelkoort através das aulas da pós que estou quase terminando na FGV e também de algumas matérias com ela que saíram no final do ano passado. Mas como sempre é bom compartilhar conteúdo em português, para que chegue ao maior número de profissionais daqui e que possa de alguma forma contribuir para abrir mais ainda nossos olhos.

No caso, hoje li a seguinte matéria : O Fast Fashion está obsoleto.

Para quem não a conhece, Lidewij Edelkoort é um importante nome para moda no que se diz respeito a pesquisa de tendências e comportamento. Ela tem um bureau , a Trend Union, situado em Paris. Ela já vem batendo nessa tecla do desgaste da Fast Fashion há um bom tempo, um método que já esta presente lá fora por mais de duas décadas, mas que aportou por aqui com força e criando um certo tipo de desejo quando a Zara abriu sua primeira loja no Brasil e com as especulações da vinda de outras marcas, algumas que deram certo, como a Forever 21 e outras que já fecharam as portas, como o caso da Top Shop.



Como é algo "novo" no nosso mercado, é ainda um pouco difícil assimilar que algo do gênero possa estar acabando, mas os pontos que a especialista pontua já são perceptíveis para quem trabalha nessa área e foram traduzidos pela matéria do Stylourbano, que pontuo a seguir:

- As faculdades de Moda doutrinam o profissional para ser uma "estrela": Posso falar da experiência que tive, passando por três faculdades de moda (uma brevemente, outra fiquei por um ano e a terceira que me formei) e a máxima de que em duas delas o foco era a formação de um profissional para lançar sua coleção num desfile e a elaboração de toda essa atmosfera. Procurei educação formal fora da faculdade para me especializar em outros pontos que julguei mais realistas para o mercado de trabalho e fugir dessa máxima de que o profissional de moda é só aquele que produz roupas para serem desfiladas e ponto.  O mercado é muito mais extenso e infelizmente essa informação não é passada para os aspirantes ou estudantes de moda no Brasil.

- As faculdades deixam de ensinar criação têxtil e conceitos básicos sobre tecidos: Vi pouco sobre tecidos, uma matéria ou duas ao longo do curso de três anos e meio, mas ao menos algo foi ensinado. Por isso é importante trabalhar mesmo enquanto estudante para ganhar experiência nessa área, que é fundamental para qualquer estudante ou profissional de moda. Imagina criar uma roupa mas não conhecer seu caimento e como os materiais vão se comportar!!! Edelkoort pontua que esses ensinamentos estão sendo deixados de lado e gerando profissionais pouco qualificados e um mercado menos exigente, o que reflete diretamente na qualidade do produto final.

-  Exploração de mão de obra barata em países que não tem leis trabalhistas: isso é óbvio e ficou bem pontuado no outro post.

- Mensagem que as roupas baratas passam: uma mensagem de ser um produto descartável e pensado para durar pouco. No Reino Unido são descartadas por ano dois milhões de toneladas de roupas... Jum Nakao já nos mostrou essa perecibilidade em seu desfile manifesto "A Costura do Invisível" anos atrás:



- Falta de conhecimento nos novos "embaixadores da moda" : Todo mundo já sabe da profissão blogueira e da influência delas. Elas tem um séquito de seguidoras, movimentam valores enormes mas infelizmente poucas delas tem embasamento para falar de Moda realmente, assim com "m" maiúsculo. A longo prazo, profissionais sem essa base acabam por reafirmar o setor como "fútil". Saber falar além da cor do batom que se usa e de onde é sua bolsa do look do dia é mais do que fundamental.

É algo para ser discutido... o que será que virá para reinventar a moda?

Até o próximo post!



3 de mai de 2015

De onde vem nossas roupas?

Você sabe a procedência de suas roupas?

O post de hoje é um tanto quanto controverso e foge do habitual que abordo em meus textos. Mas é um assunto que precisa ser discutido e mostrado pontualmente. Já é mais do que sabido a respeito o uso de fábricas na China, Índia, Paquistão, Vietnã e outros países para produção de roupas em larga escala pelas fast fashion a preços abaixo do mercado e também da onda de importação de bens terceirizados no Brasil, ou seja, comprar produtos têxteis já prontos para apenas se colocar uma etiqueta e revender nas lojas.

Digo que é controverso pois ao mesmo é terrível ter noção das condições que esses trabalhadores se encontram, existirem "baratas" como a Forver21 e H&M (que não vem mais para o Brasil e até está tentando contornar críticas a seu modo de produção) significa um novo mercado, uma vez que roupas produzidas integralmente em território nacional acabam com preço final de venda estratosféricos.

Consumir no Brasil em todas as esferas está claramente mais caro. No caso das roupas isso é ainda mais evidente pois é um mercado que exige renovação constante e produtos novos nas prateleiras das grandes magazines semanalmente. E para piorar o cenário, não existe da parte do governo brasileiro um incentivo para ocupação de novos empregos na área ou de facilitação fiscal para as marcas ou fábricas que produzam aqui (somente uma lei no estado do Rio de Janeiro, a chamada "Lei da Moda"). Com isso acabamos por ver tantos casos de trabalhos análogos à escravidão, funcionários trabalhando sem carteiras assinadas, vagas ociosas para costureiras, cortadores, pilotistas, infestadores e todos aqueles da base de produção, por terem pisos salariais baixíssimos.

Vejamos agora essa iniciativa da Fashion Revolution:


E também esse vídeo do programa do John Oliver:



Mesmo que o fator "preço" ainda seja decisivo para a efetivação de uma compra no Brasil, a reflexão da proveniência de qualquer produto pode obviamente afetar nossas decisões. Vale mesmo comprar uma roupa barata se o custo social dela é altíssimo?

Aqui, como iniciativa, existe o aplicativo Moda Livre que monitora, através de reportagens e denúncias do Ministério Público as marcas e fábricas com trabalho legal ou ilegal. É uma boa alternativa para a hora de compra e conta com 45 marcas e feedbacks.

Outro meio de fazer nossa parte é buscarmos informações sobre as lojas que consumimos e também exigir comprovações de que estão dentro da legalidade. Além disso, podemos passar a consumir de marcas independentes e alternativas, muito mais abertas a esse tipo de "fiscalização" do que as grandes e já fortes no mercado. 

Procure pequenos produtores, feiras de moda, lojas colaborativas e lojinhas online que tenham produção nacional e movimentem esse mercado. A internet é uma ferramenta poderosa, troque informações. Desconfie de produtos com o preço abaixo do mercado e imagine sempre o quanto custou para quem produziu aquela blusa que nas lojas é vendida a R$ 10. Óbvio que monitorar tudo é quase impossível, mas com pequenas mudanças comportamentais a longo prazo o sistema de consumo será outro.

Não podemos fechar os olhos ou nos fundamentar em argumentos absurdos como "mas no país x ou y a lei permite isso, é melhor do que ficarem milhões desempregados", "eles gostam de trabalhar muito é da cultura deles" (gente, escuto e leio isso DEMAIS, que embrulho me dá no estômago :/), afinal existem marcas e fábricas nesses mesmos países produzindo conforme o preço de mercado e adequados à normas internacionais de qualidade.

Até o próximo post!

24 de abr de 2015

Rinrin Doll - Entrevista

Oi, pessoal, tudo bem?

Eu sei que tem MUITO, mas muito tempo meeeeeeesmo que não escrevo! De tempos em tempos eu sinto falta de dar uma passada por aqui, ou de atualizar a página do facebook . Nunca deixei de usar lolita, apesar de não publicar meus outs ou de ser mais participativa em encontros. É algo que faz parte de mim e que, se eu pudesse, dedicaria 100% do meu tempo (haha!).

Desde quando comecei o Fofismos (o blog fez 4 anos, nossa!!) a quantidade de material e informações sobre o estilo cresceu muito e hoje é bem mais fácil conseguir o que se quer, sejam roupas ou dados.

Mas, como disse, as vezes tenho a necessidade de escrever e também de compartilhar com vocês material que acho principalmente no tumblr e em blogs internacioais. 

Assisti recentemente uma entrevista da modelo Rinrin Doll. Para quem não a conhece, ela era bem famosa na comunidade gringa, principalmente no livejournal (EGL), deu uma sumida (isso em 2008~2009) e depois reapareceu morando no Japão e aparecendo em váaaarias publicações relacionadas. Hoje trabalha como freelancer, modela para a Angelic Pretty e para a revista Kera e é maquiadora.

Nessa entrevista, feita pela americana Girly Hoot, a Rinrin fala sobre suas inspirações, cyberbulling, lolitas fora do Japão e de gostos pessoais. Ela é muito fofa, gente!!!


Na parte que ela fala de Cyberbulling: ela pessoalmente nunca sofreu, mas tem amigos que já passaram por essa situação. Na internet as pessoas podem ser realmente cruéis, afinal, não existe um filtro, semancol, entonação, nada... A mensagem dela é de "stay strong" e...



Isso aí, Rinrin!!! <3 <3 <3

Mesmo ela tendo falado que nunca passou, eis aqui um outro vídeo dela muito emocionado de um projeto japonês de mandar uma mensagem para seu "eu" :



Logo no início ela fala que passou por muitas coisas até chegar aonde está e que foi muito difícil (provavelmente, aqui minha interpretação, da mudança que foi ir morar no Japão e viver em um país com uma cultura e língua completamente diferentes).

Ela é muito positiva e fofa!!! Não aguento <3 

Qualquer um que participa de um hobby diferente que fuja do senso comum, seja ele qual for, já se sentiu colocado de lado ou diminuído de alguma forma. Quando é relacionado a estética, estilo e é para o lado pessoal, ainda mais. É um exercício diário ter que explicar e esperar compreensão das pessoas, mas no fundo, mesmo parecendo piegas, se você esta bem resolvido consigo, tudo fica mais fácil (: Não desista daquilo que gosta por conta dos outros, afinal, a vida é sua!!

Voltando a comentar sobre a entrevista, algumas curiosidades que a Rinrin fala:

- As modelos e staff das lojas da Angelic Pretty não tem prioridade de compras! Eles tem que entrar na fila nos lançamentos e a prioridade da marca são sim os clientes! 

- Ela fala sobre um "estilo" que ainda não tem um nome oficial, mas mistura street fashion em geral com lolita, o "neo-lolita". A meu ver, isso não deixa de ser uma evolução de lolita em si, afinal já há anos as pessoas estão misturando itens de lojas não exclusivamente lolita com peças de marca. Nas palavras da Rinrin, é algo para ser usado no dia a dia, mas que mistura maquiagem e penteados.

- A grande inspiração lolita dela é a Maki, designer da Angelic Pretty. Ela frisa que a Maki é uma pessoa sempre aberta, dedicada ao trabalho e de bom coração <3 fofo haha!

- As diferenças que ela percebe entre lolitas japonesas e as americanas (afinal, essa entrevista foi dada lá e a Girly Hoot pergunta dessa diferença especificamente) são: as lolitas japonesas gostam mais de twinnar e usam outfits com as mesmas estampas ou modelos e não mudam muito o cabelo e/ou maquiagem. Nas lolitas americanas (Ela fala de Pittsburg, local do evento que ela participou) ela percebe mais cores, mais maquiagens elaboradas

No momento, ambos os vídeos estão apenas em inglês ):

Beijinhos e obrigada por ler! 



1 de ago de 2014

Lista : Series sobre Fantasia

Oi!

Aproveitando que hoje é o último capítulo de "Meu Pedacinho de Chão" fiz uma compilação das minhas séries e programas fantásticos favoritos e que aconselho seriamente todos aqueles que amam o lúdico e boas histórias/roteiros assistirem (:

Meu Pedacinho de Chão:


Não pude assistir todos os dias, por conta do horário, mas o que vi me encantou em tantos níveis que fica até difícil resumir! Desde que comecei a estudar e trabalhar com moda assisto o que posso de novelas, pois elas são um ótimo veículo em que se criam ou divulgam tendências, independente de seu enredo ou relevância para a dramaturgia. Uma produção tão minuciosa, teatral e diferente não poderia passar despercebida! O grande diferencial d'O Pedacinho é que não foi só esteticamente um deleite, mas sim contava uma história de forma simplificada mas criando raízes. O núcleo reduzido de atores principais aliado a uma temática lúdica fez com que essa novela virasse rapidamente uma de minhas favoritas (Junto com VAMP e Que Rei Sou Eu). Uma pena que foi de curta duração... espero que pelo menos lancem DVDs ou Blu-Rays com todo o conteúdo, porque mesmo com uma aceitação um tanto quanto baixa (por ser bastante diferente do que o público esta acostumado) foi um marco televisivo.


Para quem não sabe do que se trata, o enredo se passa em uma pequena cidade rural fantasiosa e conta a história da chegada da Professora Juliana (Bruna Linzmeyer) e sua tentativa de educar as crianças locais, batendo de frente com o Coronel Epaminondas (Osmar Prado). Ela acaba por se tornar alvo do amor de Zelão (Irandhir Santos) um peão inicialmente meio "troglodita" e capataz do Coronel. Temas como falta de educação básica, disputas de poder, preocupação ambiental e aventuras variadas permeiam os capítulos.

Pushing Daisies



Antigamente eu não era uma expectadora assídua de séries. Enquanto minhas amigas colocavam Friends num pedestal, os únicos canais que eu assistia da tv a cabo eram Nickelodeon e Cartoon Network (haha e mais um que passava animes, que mudou tantas vezes de nome que nem sei mais). Então demorou para aparecer alguma série que eu tivesse acompanhado do começo ao "fim". 

Pushing Daisies foi ao ar de 2007 a 2009 e teve só duas temporadas, infelizmente terminou sem um desfecho próprio. Em um universo repleto de comédias cotidianas e sitcoms (não levem a mal, não tenho muita coisa contra haha inclusive eu amo Seinfeld!!) essa série veio com uma leveza e cenários tão incríveis e diferentes!!

As roupas lembravam muito a década de 1960, assim como os objetos de cena. Mas ela era atemporal (:


Pushing Daisies conta a história de Ned (Lee Pace), um homem com um poder incrível: de trazer as pessoas de volta a vida apenas com um toque. Mas, mais do que um dom, é também uma maldição: se ele tocar novamente a pessoa que trouxe a vida, ela imediatamente morre (o que ele descobre da pior forma logo no primeiro episódio). Ned é um fazedor de tortas mas que também trabalha para a polícia, por conta de sua peculiar característica. Ele interroga os cadáveres perguntando o nome de seus assassinos e depois os "mata" novamente. Mas tudo vira de cabeça para baixo quando uma das vítimas é seu amor de infância Charlotte "Chuck" Charles (Anna Friel) e ele decide deixa-la aproveitar um pouco mais de sua vida. 

É curtinha, 22 episódios !

Doctor Who



Ok, ok, podem falar que é mais Sci-Fi, mas eu enquadro em Fantasia, com certeza!!! Apesar de não ter assistido tudo ainda, essa série me conquistou de uma forma que não esperava, pois tive várias oportunidades para assisti-la mas sempre deixava de lado. O bom é que existe netflix e lá tem quase todos os episódios dessa nova versão do Doutor (que começa com o Christopher Eccleston sendo o 9º doutor em 2005), faltando só um super importante da 4ª para a 5ª temporada haha, mas isso não é o caso aqui!

Eu adoro tudo que é de época, mais do que assuntos espaciais, mas como Doctor Who é um mix disso tudo vira super válido! Meus episódios preferidos são obviamente os passados na Terra em algum ponto histórico onde o Doutor interage com figuras reais.

O Doutor é um alienígena, mas com uma configuração quase humana (a capacidade de compreensão/dedução dele é muito superior do que a nossa e ele tem dois corações) da raça dos Senhores do Tempo. Ele tem uma nave em forma de cabine antiga da polícia inglesa que o permite viajar no tempo e espaço. Como levamos uma vida tão corrida muitas vezes não percebemos o quanto o Doutor já fez por nós, salvando a Terra e o espaço inúmeras vezes. Ele sempre viaja acompanhado de seus companions, humanos que ele de certa forma se identificou e partilha com eles essas aventuras. Como uma deles coloca muito bem, ele PRECISA dessa companhia, alguém para lembra-lo de ser uma pessoa melhor, menos egoísta. Explicando o porque de que o personagem muda entre temporadas : o Doutor quando esta prestes a morrer tem a capacidade de se regenerar, criando um novo corpo e uma nova imagem. Quando você se apega muito a um ator e sua versão de Doutor, essa experiencia pode ser um tanto quanto traumática e dolorosa (assim como a mudança dos companions). Mas enfim, é uma série com uma base de fans enorme, com muitos trequinhos e merchans haha!

Eu não tinha noção do tamanho dessa série até viajar ano passado para Inglaterra e calhar de estar por lá exatamente na época que anunciaram o novo Doutor (o 12º, que será interpretado pelo Peter Capaldi). Voltamos de um passeio a tarde e estranhamos as ruas estarem vazias e com pouco movimento (isso em Londres). Ligamos a TV e era o momento do anúncio do novo Doutor haha! Sério, o jornal da BBC (que produz a série) ficou repetindo em looping por HORAS o momento da escolha, assim como uma entrevista do Peter Capaldi... é surreal mesmo, parou o país, estilo final de Avenida Brasil rssss!

Once Upon a Time


Vi a primeira temporada também graças ao netflix (viva!!!) e acabei gostando por se tratar de contos de fada. Mas é uma releitura muito bem pensada, colocando novas personalidades a figuras que a gente já conhece de longa data.

A história se passa em uma pequena cidade americana, que foi "aprisionada" no tempo por uma maldição, levando todos os personagens de histórias e contos a assumirem novas personalidades no mundo real. Eles não tem recordação de seu verdadeiro passado e passam a viver "normalmente" sem questionar nada. Isso se quebra com a chegada de Emma Swan (Jennifer Morrison) uma caçadora de foragidos procurada por Henry (Jared Gilmore), um menino que desconfia da situação de sua cidade pois possui um livro de histórias.


A única ressalva que eu tenho dessa série é dela ser "muito americanizada" esteticamente. As pessoas vivem em um mundo real, como o nosso além do da fantasia, e estão sempre perfeitas, acordam com o cabelo feito, a maquiagem impecável e usam jeans tão apertados que mal consegue respirar (pobre Emma hahaha!). Isso me incomoda demais em várias séries americanas, a não ser que a série produza alguma época ou estética (Até como Pushing Daisies e Mad Men). Ser linda e ter pele de pêssego no mundo da fantasia é ok, mas por aqui fica complicado acreditar haha!

E vocês, tem alguma série ou programa de Fantasia para indicar? O que andam assistindo ou já assistiram?

Até o próximo post!

21 de jun de 2014

Got Lolita - Ichigo Mille-feuille OP (AP)

Olá pessoal, tudo bem?

Desde que fui taxada no começo do ano por um LP da Angelic Pretty eu prometi que não faria compras lolita e de fora por um tempo. Não acho injusta a taxação em si, mas sim os preços abusivos, fora de realidade e que não ajudam em nada a promover concorrência local ou o mercado interno. Se o valor que gastamos retornasse para gente tudo bem, mas como esse não é o caso.. :p Outra coisa que me incomoda é a lentidão dos serviços da aduaneira e dos correios... parece até que vivemos no século XVIII e temos que esperar as novidades e coisas chegarem de navio, de carroça, nos caxeiros viajantes...até naquela época deveria demorar menos do que esperamos hoje!!

Encontrei imagens stock de todas as cores...menos do preto que nem o meu...

 Ok, depois desse /ragequit , vai a história dessa peça que comprei: era um dos meus dream dresses há muito tempo, mas sempre que tentava conseguir não dava certo. Já tentei de todas as cores e em vários lugares. Mas para minha alegria, a Closet Child disponibilizou esse OP em preto em Maio, minha 1ª opção. Ele é de 2007, numa época em que a Angelic Pretty estava começando a fazer peças estampadas. Depois de 5 semanas de postado (pedi por SS, pois a Closet Child só envia por EMS, envio que nunca mais peço na vida) o vestido chegou hoje (um sábado!!).


O status do rastreio mudou de "Encaminhado para CTC Curitiba" para "Saiu para Entrega"... talvez o volume de encomendas esteja tão alto que nem estejam mais escrevendo nos pacotes ou anunciando que passou por lá. Todos os pacotes de até 2kgs tem que passar por essa Aduaneira do Paraná. Não tive que pagar imposto por essa peça.

Cartinha da SS <3

Sempre que a gente pede esses vestidos mais antigos ou até mesmo com outros donos do Japão é uma surpresa: ele parece saído da loja. Bem que eu falo e insisto, comprar lolita de segunda mão vale muito, mas muito a pena. Chegou cheiroso, macio e como novo!!

Eeeee bagunça '-' o pacote chegou bem quando estava saindo para trabalhar, mas queria tirar fotos haha!

A print é de morangos com flores, laços e uma renda estampada.



Nessa época as rendas deles eram assim: ou substituídas por tule ou tule com bolinhas (como o caso do Dreaming Macaron). Agora eles já contam com outros tipos de renda, mais "exclusivas" e seguindo os detalhes da print.

O vestido não tem shirring, mas cabe em mim! Antigamente a AP fazia peças com uma modelagem mais interessante do que agora, na minha opinião, e também um pouco maiores. Mas achei o vestido um pouco curto do que os outros que tenho...enfim, não ligo, vou usar mesmo assim!

Conclusão: para um vestido de 7 anos ele esta muito bem, de verdade haha! Não temam em comprar das japonesas ou peças muito antigas!

Beijinhos e até o próximo post!